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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fábrica de autocarros Marcopolo-Portugal suspende produção pela segunda vez este mês

A fábrica de carroçarias para autocarros Marcopolo-Portugal, instalada em Coimbra, vai suspender a laboração na próxima semana, o que acontece pela segunda vez este mês, anunciou hoje à Lusa o gerente, Maurício Rizzotto.

Na primeira semana de Janeiro, a laboração esteve parada devido à quebra nas encomendas, afectando 220 trabalhadores.
"Não tivemos um volume comercial que justifique a manutenção da actividade da empresa (naquele período). Vai ser criado um banco de horas", justificou o gerente-geral da fábrica em Portugal. A produção de "uma viatura por dia", explicou, é a meta da empresa, que, no entanto, não foi atingida nos últimos meses.
"Temos em perspectiva mais produção em Fevereiro, mas não temos como trazê-la para Janeiro, não é nosso interesse parar, mas acaba por ser a nossa defesa", disse Maurício Rizzotto. De acordo com o gerente, no geral, registou-se "uma quebra de 15 a 20 por cento", com a fábrica a produzir o ano passado 170 unidades, menos 30 do que é habitual.
A Marcopolo-Portugal foi criada em 2001, marcando o início da internacionalização da empresa brasileira, uma das principais fabricantes de carroçarias para autocarros e de soluções para o transporte colectivo em todo o mundo. O mercado português representa 35 por cento das vendas, sendo a Inglaterra o segundo cliente. Maurício Rizzotto afirmou que, "normalmente, o fim do ano é uma época em que o mercado português compra muita encomenda, para ser entregue até Fevereiro, Março, mas este ano houve uma quebra muito grande. A partir de Outubro o mercado retraiu-se". Quanto ao mercado inglês, o responsável associa a diminuição das encomendas à "valorização do euro face à libra", que tornou os produtos da Marcopolo mais caros para aquele país. Outra das razões apontadas é o encerramento em Inglaterra de uma empresa concorrente, que começou a vender os produtos "a qualquer preço".
"Esta é uma crise de crédito, os nossos comerciais estão na rua toda a hora, só que o banco pede um sinal e não há quem consiga efectivar condições de leasing", declarou. A suspensão da laboração ocorrerá até dia 25, estando prevista a retoma sa actividade para o dia 26, altura em que deverá ocorrer uma deslocação da direcção-geral da empresa do Brasil à fábrica de Coimbra.
A deslocação da direcção-geral "é habitual nesta época" e destina-se a "rever os resultados do ano" anterior, embora seja "natural que a actual situação seja discutida", segundo o gerente da fábrica em Portugal. A construção da carroçaria de autocarros em Coimbra é hoje quase cem por cento europeia (apenas os faróis dianteiros chegam do Brasil), sendo "80 por cento do material proveniente de Portugal, 15 por cento de Espanha e cinco por cento da Alemanha ou Holanda".
O mini-autocarro "sénior", versão europeia, foi o primeiro modelo desenvolvido na fábrica de Coimbra, de onde saem também outros modelos direccionados para o mercado europeu, nomeadamente o "Viale", "Viaggio III 350", "Viaggio III 370" (interurbano), e "Allegro".
Fonte:Publico.pt

A CERES continua parada


Apesar de termos tido alguma esperança com o regresso de meia centena de trabalhadores à fábrica, situada em Vilela, Coimbra, a verdade é que apenas se fizeram trabalhos de manutenção e preparação da unidade para laborar. O prometido financiamento para por a funcionar esta empresa, continua “atrasado”.
O sistema responde com promessas vagas, mas no entanto quando se tratou de salvar a banca, foram céleres na resposta.
Que os trabalhadores da Ceres tirem de tudo isto uma boa lição.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Administrador da Jammo culpa funcionários de incumprimento dos prazos das encomendas


Neste país os empresários corruptos crescem como as ervas daninhas, coma a ajuda de políticos corruptos e o fechar de olhos do sistema vigente.
Lutar contra esta onda de corrupção que só prejudica o país e povo é dever de todo o nacionalista.
Não aceitamos portanto que se culpabilizem os trabalhadores por erros de gestão ou como parece ser neste caso por gestão danosa.
Já que o sistema não os defende cabe aos trabalhadores da JAMMO, lutar por tudo aquilo a que têm direito e que verdade se diga devia terminar com a entrega da fábrica aos mesmos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Desempregados da JAMMO saem da Câmara sem “luz ao fundo do túnel”


Os desempregados da JAMMO a conselho de um funcionário do Centro de Emprego de Arganil, deslocaram-se à Câmara de Oliveira do Hospital, para procurarem o apoio da autarquia.
A reunião foi praticamente infrutífera, tendo o Presidente da Câmara desafiado quem já não tem dinheiro nem para comer a criar o seu próprio posto de trabalho.
Os trabalhadores da JAMMO e os trabalhadores portugueses têm de perceber que este sistema não os defende, antes prefere salvar os usurários do costume, as empresas onde depois pode “empregar” os seus boys.
É o povo, são os trabalhadores que hão-de encarregar-se de apoiar e vigorizar a vida portuguesa, pois a maior garantia do trabalho, da prosperidade e da vida digna das massas radica na força económica, moral e material da Pátria.
Acreditar nas mentiras e nos embustes do sistema não é solução. Impõe-se uma viragem urgente. Impõe-se uma nova relação capital, trabalho. Uma relação onde o capital esteja subordinado ao trabalho.
Por fim lembro a experiência gratificante de um Fabrica do Norte, onde os trabalhadores confrontados com uma situação idêntica, adquiriram a unidade. Já pagaram as dividas, já criaram mais postos de trabalho e pensam mesmo ter lucros este ano. A solução pode ser aplicada no caso da JAMMO, embora o sistema não o deseje, porque é uma tábua de salvação para um primado que eles não pretendem. É a tábua de salvação da propriedade privada e o sistema, capitalista ou capitalista de estado, visa a pouco e pouco destruí-lo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Jammo fecha as portas e deixa 60 trabalhadores no desemprego



Administrador da indústria de confecções diz que vai requerer a insolvência e os 60 funcionários vão a partir de hoje engrossar os números do desemprego.
Já aqui tínhamos falado sobre o assunto quando se soube dos salários em atraso.
Agora o cenário é pior e estes trabalhadores e trabalhadoras vão juntar-se ao já imenso grupo de desempregados. Infelizmente não é caso único no Distrito, onde noutros sectores têm sido despedidos muitos trabalhadores. Se nalguns casos a culpa se pode atribuir à crise, noutros e culpa é nitidamente dos empresários.
Não vemos é nestas altura a pronta ajuda do governo e do sistema a exemplo do que fizeram com os “amigos” dos bancos.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Porreiro pá


Em seis anos, o Norte de Portugal enfrentou mais de 60 casos de reestruturação de empresas que motivaram despedimentos em massa. Dados da Eurofound sugerem a destruição de mais de 17 500 postos de trabalho, sobretudo no sector têxtil. Os autores admitem que existam mais casos
O Norte de Portugal é a segunda região europeia com mais situações de despedimento em massa. Com 60 casos, a região surge em segundo lugar num 'ranking' elaborado pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound), que analisa o período entre 2002 e 2007. Dados solicitados pelo DN aos autores do relatório revelam que as falências, reestruturações internas e deslocalizações consideradas ameaçaram, neste período, 17 556 postos de trabalho.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Incentivos à maternidade


No momento em que José Sócrates anunciava novos incentivos à maternidade, o Ministério das Finanças divulgava uma circular que limita o direito das mulheres a renovar contratos a prazo durante o período de gozo da licença de maternidade.
A legislação é clara: no momento de assinar o contrato de trabalho, a docente deve estar em condições de o exercer. Se não estiver, não o pode aceitar. A lei é extensível à administração pública.
A situação é ainda mais grave, porque prevê três cenários distintos que redundam num quadro de extrema desigualdade. Além do exemplo descrito, em que a mulher, apesar de tudo, pode escolher abdicar dos seus direitos, existe um caso em que ela não tem alternativa. Se a licença de maternidade estiver dentro das seis semanas obrigatórias por lei, a mulher nem sequer tem direito de opção. Pelo contrário, se iniciar a licença no dia seguinte a assinar o contrato, já não perde o trabalho nem a licença. Isto significa que as professoras têm de fazer contas para que a licença não coincida com a assinatura do contrato.
Neste particular como em muitos outros este governo, devia “ser multado e ficar sem carta” porquanto faz pisca para um lado e vira para o outro. Mas não se iludam os outros “condutores” são tão maus como o Sócrates e ansiosos para virem à estrada provocar, desastres como estes ou piores.