quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Carta Aberta aos comerciantes da Baixa de Coimbra


Se digo que esta ou aquela coisa não me agrada, estou protestando. Se me ocupo, ao mesmo tempo atentar que algo que não gosto não volte a ocorrer, estou resistindo. Protesto quando digo que não continuo a colaborar. Resisto quando me ocupo de que também os demais não colaborem.


O poder instituído, a Nova Ordem Mundial não gostam de ver o povo na rua. Não vos falo dos folclores mediáticos, que sindicatos e partidos do sistema costumam fazer. Falo-lhes de verdadeiras manifestações muitas vezes convocadas por cidadãos anónimos que são protestos reais e que põem muitas vezes em causa a débil estrutura do sistema.
Andam os comerciantes da baixa de candeias às avessas com o poder. A insegurança na baixa é conhecida de todos aqueles que deviam zelar pela mesma. Mas com desculpas esfarrapadas ou traições declaradas, lá andam alguns cidadãos de Pôncio para Pilatos sem ver o problema resolvido e com a convicção que ninguém parece ter interesse em resolve-lo.
Neste particular os comerciantes devem perceber que Câmara, Governo Civil, Policia, Tribunais e mesmo algumas organizações que os dizem representar não vão resolver o problema porque elas fazem parte do problema.
Não basta prometer, é preciso que o sistema sofra na carne para ter alguma reacção. Impõe-se convocar uma manifestação para a baixa de Coimbra. Uma manifestação cujo tema central seja a criminalidade, mas que não deixe de focar outros temas quentes que à baixa e ao pequeno e médio comércio se referem.
As consequências destes protestos têm sempre implicações do ponto de vista político. Não estamos a falar de uma ida ao supermercado. Estamos a falar de movimentos sociais que se juntam, o que tem sempre implicações.
Uma grande manifestação que mobiliza-se não só os directamente implicados mas a população de Coimbra, essa também farta da criminalidade que lhe querem impingir, vergará certamente o poder instituído, até porque em época de eleições convém fingir que tudo corre sobre rodas.

1 comentário:

Anónimo disse...

Ao sistema capitalista o comércio tradional e seus problemas não lhes importam, se há criminalidade na rua e na zona tradicional de comércio, melhor para eles asi a poblacion ira mas aos shopping, que são os edifícios que estan substituindo às igrejas nos domingos, já que a nova religion de Europa se chama "consumismo", menores ganhos para o comercio tradional maiores ganhos para as multinacionais dos shopping.
O comércio tradional é uma identidade dos paises europeus, ademas que o comércio tradional, gera qualidade de emprego e as multinacionais não.
maginam-se uma cidade sem comércio nas ruas?
É tarefa dos social patriotas europeus pôr travão a esta lucura capitalista, pela justiça social e a dignidade de todos os trabalhadores.
Um saúdo desde o pais irmão de Espanha, e perdon por meu portugues estou a usar um tradutor em linha, aqui deixo-lhes um site onde ficamos todos os patriotas espanhóis. www.patriotas.es
Um grande trabalho o de vocês.