Mostrar mensagens com a etiqueta Agricultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Agricultura. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de junho de 2011

VALE MAIS SÓ...



No Mercado D. Pedro V em Coimbra, há quem venda todos os pepinos que traz de casa e há quem os tenha a amontoar-se na banca à espera que alguém pegue neles e os adquira. Uma coisa é certa: a venda de pepinos naquele mercado já teve melhores dias. Os produtores são obrigados a deitar os pepinos para o lixo.
Não defendemos a politica do orgulhosamente só, mas mais vale só que mal acompanhado. O “amigos alemão (com amigos destes não precisamos de inimigos) deu mais uma machadada na agricultura espanhola e por tabela na portuguesa ao inventar a história dos pepinos contaminados, para salvar a sua pele ou mesmo para de uma cajadada matar dois coelhos.
A Alemanha e os parceiros do costume (França e Inglaterra) são os principais e talvez únicos beneficiados com esta aventura em que os políticos do sistema nos meteram e dá pelo nome de UE.
De uma forma planeada e os imperialistas de Bruxelas, contando com a subserviência da classe política portuguesa, transformou a economia nacional numa espécie de offshore de Bruxelas, entreposto de turismo e serviços para as multinacionais. Cada vez, produzimos e exportamos menos. Por outro lado, ante o aplauso dos senhores de Bruxelas, importamos produtos de duvidosa proveniência e qualidade, muitas vezes produzidos em regime de concorrência desleal. Os sucessivos governos lusos, federalistas e internacionalistas, promovem a “deslocalização” das indústrias, o desmantelamento da frota pesqueira e a destruição da agricultura. Empurraram os produtores nacionais para um insustentável sistema de subsídio-dependência. Impera uma globalização assente no primado dos números e trituradora do verdadeiro interesse das Nações. O resultado está à vista e resume-se nesta ideia: com a União Europeia e a moeda única, começámos a pagar em Euros mas continuamos a receber em Escudos.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A União Europeia prejudica Portugal


Reunidos ontem em Coimbra, os produtores de leite exigem duas medidas fundamentais: a aproximação entre o preço ao produtor e os custos de produção, mas também a luta contra o fim das quotas leiteiras na EU, impostas pelos grandes produtores do norte da Europa.
Será lícito que governantes pensem que a troco de betão e alcatrão, além evidentemente de chorudas verbas para os bolsos de tantos, um país deva submeter o seu aparelho produtivo às decisões de terceiros, tantas vezes contrárias aos seus interesses? É óbvio que não! Por isso temos a frontalidade de dizer que a UE prejudica Portugal.
Em alturas de aproximação de eleições europeias, abundam sempre as manifestaçoes de eurocepticismo oportunista. No caos dos nacionalistas será provavelmente o único a poder afirmar que as tuas preocupações em relação à Europa não são de hoje, porque são de sempre. Os nacionalistas e o seu partido o PNR querem assumir sem complexos a representação de todos aqueles, e são de muitas e diferentes famílias, que sempre foram críticos quanto a este modelo de construção europeia.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Produtores de arroz preocupados com poluição do Baixo-Mondego


Os orizicultores do Baixo-Mondego alertaram ontem para o risco de a produção desaparecer em breve dos Vales do Pranto e do Arunca, se não for resolvido o problema das descargas poluidoras ou construído um canal de rega.
Para um governo e um sistema, preocupados em ajudar quem menos precisa, empenhados no casamento dos gaises e reféns do imperialismo de Bruxelas o investimento na agricultura, passou para segundo plano se é que não foi completamente banidos dos programas.
Em tempo de campanha eleitoral as promessas não faltam, mas mal sentam o traseiro nas poltronas do poder dedicam-se logo a outra “agricultura; cultivam somente os interesses dos seus partidos as imensas maquinas de emprego e de enriquecimento à custa da nação e do povo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Orizicultores reclamam intervenção do Governo


Protestos, marchas lentas, encontros com o ministro da Agricultura… Os orizicultores do Vale do Mondego desdobraram-se em iniciativas ao longo de 2009 para inverter a situação de declínio do sector. Mas nada, ou quase nada, se resolveu. O problema central, segundo a Associação Portuguesa dos Orizicultores (APOR), mantém-se: o arroz continua a ser vendido a um preço inferior aos custos de produção e se nada for feito há orizicultores que em menos de um ano abrirão falência.
A política agrícola comum e a voracidade das grandes superfícies estão a prejudicar a nossa agricultura. Nada que preocupe os nossos governantes empenhados em relacionamentos anti natura e pouco preocupados com Portugal e os portugueses.
As pescas e a agricultura sofrem dos “benefícios de Bruxelas, a breve trecho tudo o que comemos virá dos países que dominam a Europa, tornando ainda mais penosa a nossa independência. O imperialismo de Bruxelas vai fazendo as suas mossas ajudado por quem nos impingiu um tratado sem nos consultar.
A terra é de quem a trabalha, para aqueles que com muitos sacrifícios ainda ousam ser agricultores a nossa solidariedade e total apoio nesta luta pela terra, pelo trabalho e por melhores condições de vida

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Orizicultores reúnem forças


Os homens do arroz não dão tréguas. A situação piora de dia para dia e eles exigem respostas de quem tem o dever e a obrigação de os ajudar. No dia 22 de Janeiro reúnem-se em encontro nacional.
Com o desemprego a ultrapassar os 10% e a economia e insegurança no futuro a preocuparem, e com razão, os portugueses, os nossos governantes em vez de estimularem a agricultura, pescas, indústria e comércio, preocupam-se com outras “prioridades”. Em vez de se esforçarem por recuperar soberania e independência já perdidas, preocupam-se com outras “prioridades”. Em vez de conterem e inverterem o endividamento externo, não param de o agravar, levando Portugal à falência, pois preocupam-se com outras “prioridades”.
A retoma económica das nossas zonas rurais é urgente. Tal passa pela recuperação da agricultura (reforma da política agrícola, anulação das dívidas dos agricultores, recusa da Organização Mundial de Comércio) e pela diversificação das actividades, nomeadamente no sector terciário: desenvolvimento do tele-trabalho e do trabalho no domicílio. Fortes incentivos fiscais facilitarão a instalação de empresas no interior, permitindo assim criar empregos e combater a desertificação rural. O Estado garantirá a manutenção dos serviços públicos de proximidade (escolas, correios, mercados, polícias, hospitais, etc.) e assegurará a existência das linhas ferroviárias secundárias e de acesso ao interior do País.
Connosco, Portugal será equilibrado.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Uma imensa bola de neve


O valor que os industriais do sector estão a pagar aos produtores de arroz, na casa dos 21 cêntimos por quilo, não dá para os adubos, os químicos e o trabalho.
As grandes superfícies estão a fazer “dumping” (vender a preço mais baixo que o de compra) o que faz baixar os preços pagos aos produtores.
Esta guerra dos preços onde um governo regido por ditames neoliberais não intervêm, tem consequências mais nefastas que uma simples guerra de preços. A breve trecho será mais um sector da nossa agricultura que terá de “fechar as portas” aumentando a nossa dependência face ao exterior. Uma vez dependentes estaremos à mercê dos preços, sendo certo que vamos pagar bem caro, esta falsa baixa de preços de venda.
Prece ser esse o rumo traçado pelos políticos do sistema, devido á sua incapacidade ou porque são capazes de tudo.
É o rumo traçado pela Europa dos federastas e tratantes a quem os políticos no poder prestam vassalagem.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Basta de federastas


O dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) João Dinis apelou hoje aos agricultores para que penalizem com o seu voto o Governo nas eleições de Setembro, altura em que antecipam uma "explosão social" no sector.
É preciso chamar os bois pelos nomes e dizer bem alto que os principais culpados da crise da agricultura são os diversos políticos que têm passado pelo poder nos trinta e cinco anos e as politicas imperialistas de Bruxelas.
Portugal está refém dos acordos da ditadura dos países ricos que governam a Europa, que a breve trecho vão acabar coma nossa agricultura e pescas.
Não basta dizer não a este ou aquele governo, é preciso gritar bem alto que este sistema e a União Europeia que o patrocina prejudicam a agricultura em particular e a Pátria e Povo no geral.
Os atentados à agricultura sucedem-se, quer por parte do governo, quer da parte do PSD. De facto a Câmara de Cantanhede ao convidar o Ministro da Agricultura para inaugurar a Expofacic, mostrou claramente o pacto para este sector que existe entre PSD e PS. Os agricultores assobiaram o ministro, mas deviam também ter guardado alguns galhardetes, para quem lhes mandou restringir ao sábado e domingo os lugares que tinham para venda no Mercado Municipal.

domingo, 26 de julho de 2009

Agricultores em “marcha lenta” entre Montemor e Coimbra




O primeiro encontro está marcado para Montemor-o-Velho, amanhã, no Recinto da Feira. Ali prometem concentrar-se homens e máquinas, a partir das 16h00. Uma hora depois começa a “marcha lenta” rumo a Coimbra. A “paragem” está marcada para as 20h00, em frente à delegação da Direcção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Centro, na Avenida Fernão de Magalhães. Homens e máquinas prometem ficar ali pela noite dentro.
Cumprida a primeira concentração, realiza-se a segunda, já na terça-feira, a partir das 10h00, em frente à delegação da DRAP, seguindo-se, pelas 12h30, nova “viagem”, desta feita rumo ao Governo Civil de Coimbra.
Esta foi a forma que uma “comissão” de Agricultores da Região de Coimbra encontrou para mostrar o seu “cartão vermelho” às políticas do Governo. Em causa está o agravamento da situação da agricultura que, sublinha uma das associação envolvidas no protesto, ««está a atravessar a pior crise dos últimos 30 anos» e «não há vontade política para alterar este estado de coisas». «O Governo, particularmente o ministro Jaime Silva, continua a dizer que está tudo bem e a falar em milhões», sublinha, adiantando que a «realidade é outra e bem diferente».
As razões para esta «crise profunda» prendem-se com a «quebra acentuada que se tem vindo a verificar nos preços, nomeadamente do leite, carne, arroz e vinho», que não se compaginam com a «carestia dos factores de produção», nomeadamente forragens, rações, fertilizantes, mas também do gasóleo e da electricidade, esclarece João Dinis, da Confederação Nacional da Agricultura, uma das várias associações que apoia a concentração/manifestação de agricultores.
Aquele responsável refere ainda «a ditadura das grandes superfícies», que «manipulam os preços», vendendo muitos vezes produtos abaixo do custo real de produção, para além de promoverem uma política massiva de importação, que atrofia o escoamento da produção nacional. Outra das razões do protesto prende-se com o Programa de Desenvolvimento Rural que, no entender dos agricultores, é ineficaz e necessita de uma «reforma urgente».
Durante os dois dias de protesto, os agricultores vão fazer ouvir a sua voz, secundados pelos vários dirigentes associativos.
Após o início das desastrosas políticas da União Europeia, estes são os sectores da nossa economia que mais se ressentiram.

Políticas como a PAC têm constituído a desgraça e o desespero dos nossos agricultores, constatando-se o abandono crescente dos campos, fomentado por Bruxelas, a redução da população activa neste sector, a carestia dos produtos agrícolas, mercado português inundado de produtos de qualidade inferior e impondo uma concorrência desleal, graças aos baixos custos que a agricultura intensiva, lesiva do ambiente e da saúde dos consumidores proporciona.

As quotas de produção constituem outro mecanismo vergonhoso, que prejudica quem trabalha e é produtivo. Há muita gente em situação de pobreza e até passando fome, mas prefere-se destruir produtos agrícolas em nome de interesses, que nada têm a ver com Portugal.
O PNR propõe-se:

· Salvaguardar o mundo rural, através da revitalização dos campos, encorajando o turismo de qualidade, as animações culturais e ajudando os jovens agricultores a conservar o gosto dos trabalhos da terra.

· Implementar uma linha de crédito bonificado para os jovens agricultores e pescadores, nomeadamente para a aquisição de equipamento, e criação de escolas profissionais para estes sectores.

· Proteger a agricultura tradicional, diversificada e biológica, defendendo as explorações de média dimensão e de dimensão familiar, cujo papel económico, social e ambiental não pode ser esquecido. Para tal, deve haver uma moratória das dívidas dos pequenos agricultores, uma redução da burocracia e um apoio aos preços dos produtos agrícolas.

· Promover uma política de etiquetagem, de modo a privilegiar a qualidade à quantidade e o consumo de produtos naturais e regionais.

· Promover o desenvolvimento das culturas susceptíveis de serem utilizadas como matérias-primas industriais, bem como aquelas que mais se adequam às condições naturais do nosso país.

· Desenvolver uma política de ordenamento do território racional e credível, que permita a exploração sustentada da silvicultura, bem como a expansão desta actividade económica.

· Proteger a fertilidade dos solos, desenvolvendo medidas de combate à erosão e à desertificação.

· Assegurar a maior independência alimentar possível, tendo em conta possíveis convulsões internacionais ou catástrofes naturais e criar nichos de produção que consigam penetrar nos mercados externos.






FONTE

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Curso - Fundação Biológica


A Fundação BioLogica está a organizar e promover um curso de identificação e produção de cogumelos. Estas sessões teórico-praticas permitem dar a conhecer as diversas formas de uso, propriedades e benefícios dos cogumelos, uma vez que existem muitas espécies comestíveis ou com propriedades medicinais, mas também espécies venenosas ou tóxicas, dado que a sua aparência apresenta diversas semelhanças, que por vezes torna mais difícil o processo de identificação. O workshop inclui ainda uma oficina prática de produção de cogumelos em Modo de Produção Biológico, seguido de um jantar micológico biológico.

sábado, 16 de maio de 2009

CAP promete Verão de protestos de rua contra política agrícola do Governo


A direcção da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) vai definir, na próxima quarta-feira, um programa de acções públicas de contestação da política agrícola do Governo. Manifestações, cortejos, sessões de esclarecimento e grandes concentrações de agricultores, a primeira das quais poderá realizar-se já no início de Junho, durante a Feira Nacional da Agricultura, são algumas das iniciativas previstas.
è natural que os nosso agricultores estejam descontentes, mas é preciso que iluminem de vez a doença em vez de andarem só a tratar de baixar a febre.
Este governo os anteriores e todos os partidos do sistema são os culpados do estado a que chegou a nossa agricultura. Desde os tempos do PREC e com a ajuda da EU, os campos vão ficando vazios, trabalhar a terra deixa de ter interesse.
Só eliminando o mal pela raiz é possível, tornar a agricultura rentável, quer no que toca às grandes explorações, quer no que toca às explorações familiares. A EU prejudica e prejudicou a nossa agricultura.
Convém lembrar as propostas do PNR para a agricultura.
Políticas como a PAC têm constituído a desgraça e o desespero dos nossos agricultores, constatando-se o abandono crescente dos campos, fomentado por Bruxelas, a redução da população activa neste sector, a carestia dos produtos agrícolas, mercado português inundado de produtos de qualidade inferior e impondo uma concorrência desleal, graças aos baixos custos que a agricultura intensiva, lesiva do ambiente e da saúde dos consumidores proporciona.
As quotas de produção constituem outro mecanismo vergonhoso, que prejudica quem trabalha e é produtivo. Há muita gente em situação de pobreza e até passando fome, mas prefere-se destruir produtos agrícolas em nome de interesses, que nada têm a ver com Portugal.
O PNR propõe-se:
• Salvaguardar o mundo rural, através da revitalização dos campos, encorajando o turismo de qualidade, as animações culturais e ajudando os jovens agricultores a conservar o gosto dos trabalhos da terra.
• Implementar uma linha de crédito bonificado para os jovens agricultores, nomeadamente para a aquisição de equipamento, e criação de escolas profissionais para estes sectores.
• Proteger a agricultura tradicional, diversificada e biológica, defendendo as explorações de média dimensão e de dimensão familiar, cujo papel económico, social e ambiental não pode ser esquecido. Para tal, deve haver uma moratória das dívidas dos pequenos agricultores, uma redução da burocracia e um apoio aos preços dos produtos agrícolas.
• Promover uma política de etiquetagem, de modo a privilegiar a qualidade à quantidade e o consumo de produtos naturais e regionais.
• Promover o desenvolvimento das culturas susceptíveis de serem utilizadas como matérias-primas industriais, bem como aquelas que mais se adequam às condições naturais do nosso país.
• Desenvolver uma política de ordenamento do território racional e credível, que permita a exploração sustentada da silvicultura, bem como a expansão desta actividade económica.
• Proteger a fertilidade dos solos, desenvolvendo medidas de combate à erosão e à desertificação.
• Assegurar a maior independência alimentar possível, tendo em conta possíveis convulsões internacionais ou catástrofes naturais e criar nichos de produção que consigam penetrar nos mercados externos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

TOCHA – AGRICULTORES MANIFESTARAM-SE JUNTO DA LACTICOOP/LACTOGAL


Cerca de 100 agricultores manifestaram-se ontem, na Tocha, solicitando o aumento do preço do leite na produção e não novas descidas, como se tem vindo a verificar nos últimos tempos.

Enquanto os preços ao consumidor não reflectem as descidas do preço no produtor, algum intermediário anda a enriquecer com o negócio do leite.
O sistema tudo faz para acabar com a nossa agricultura, é a politica da subsidio dependência, Bruxelas paga para nós consumirmos e vamos cada vez mais ficando reféns.
Por isso temos de dizer basta porque esta Europa que nos querem impingir não nos serve.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Este sistema não serve


Os produtores de leite cansaram-se de ver o sector “correr” para a falência e decidiram unir esforços para evitar o pior. Ontem à noite, um grupo de produtores de leite do Baixo Mondego juntou-se na Cooperativa do Bebedouro abrindo caminho para uma contestação regional àquilo que consideram ser um total desrespeito por parte do Ministério da Agricultura e dos seus representantes.
Politicas erradas no sector agrícola, muitas delas para cumprir as directivas dos barões de Bruxelas têm levado á falência muitos agricultores.
Políticas como a PAC têm constituído a desgraça e o desespero dos nossos agricultores, constatando-se o abandono crescente dos campos, fomentado por Bruxelas, a redução da população activa neste sector, a carestia dos produtos agrícolas, mercado português inundado de produtos de qualidade inferior e impondo uma concorrência desleal, graças aos baixos custos que a agricultura intensiva, lesiva do ambiente e da saúde dos consumidores proporciona.
As quotas de produção constituem outro mecanismo vergonhoso, que prejudica quem trabalha e é produtivo. Há muita gente em situação de pobreza e até passando fome, mas prefere-se destruir produtos agrícolas em nome de interesses, que nada têm a ver com Portugal.
Impõe-se pois que:
Salvaguardar o mundo rural, através da revitalização dos campos, encorajando o turismo de qualidade, as animações culturais e ajudando os jovens agricultores a conservar o gosto dos trabalhos da terra.
• Implementar uma linha de crédito bonificado para os jovens agricultores e pescadores, nomeadamente para a aquisição de equipamento, e criação de escolas profissionais para estes sectores.
• Proteger a agricultura tradicional, diversificada e biológica, defendendo as explorações de média dimensão e de dimensão familiar, cujo papel económico, social e ambiental não pode ser esquecido. Para tal, deve haver uma moratória das dívidas dos pequenos agricultores, uma redução da burocracia e um apoio aos preços dos produtos agrícolas.
• Promover uma política de etiquetagem, de modo a privilegiar a qualidade à quantidade e o consumo de produtos naturais e regionais.
• Promover o desenvolvimento das culturas susceptíveis de serem utilizadas como matérias-primas industriais, bem como aquelas que mais se adequam às condições naturais do nosso país
• Desenvolver uma política de ordenamento do território racional e credível, que permita a exploração sustentada da silvicultura, bem como a expansão desta actividade económica.
• Proteger a fertilidade dos solos, desenvolvendo medidas de combate à erosão e à desertificação.
• Assegurar a maior independência alimentar possível, tendo em conta possíveis convulsões internacionais ou catástrofes naturais e criar nichos de produção que consigam penetrar nos mercados externos.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O ministro da agricultura "mente aos portugueses todos os dias"


O presidente da CAP-Confederação dos Agricultores Portugueses disse hoje que o ministro da agricultura "mente aos portugueses todos os dias", “o Ministério da Agricultura ainda não pagou as ajudas de 2007 ao sector”.
A CAP manifestou preocupação porque o PME Invest exclui o sector agrícola e criticou o ministério da Agricultura que diz estar completamente destruído a nível de funcionamento.

“As ajudas de 2007 ainda não foram pagas”, disse João Machado acrescentando que, por esse motivo, os agricultores portugueses estão em desigualdade em relação aos colegas comunitários.

O responsável lembrou que José Sócrates prometeu mil milhões de euros para a modernização da agricultura mas que “com este ministro não há um único contrato de investimento assinado”.

João Machado teceu fortes críticas ao governo, dizendo que “o diálogo com o Ministério não foi possível nos últimos quatro anos” e que “o Governo tem uma política anti mundo rural, contra a agricultura”.

“Existe claramente uma opção de esterilizar o mundo rural, que representa 80% do território nacional”, acrescentou.

Após o início das desastrosas políticas da União Europeia, estes são os sectores da nossa economia que mais se ressentiram.
Políticas como a PAC têm constituído a desgraça e o desespero dos nossos agricultores, constatando-se o abandono crescente dos campos, fomentado por Bruxelas, a redução da população activa neste sector, a carestia dos produtos agrícolas, mercado português inundado de produtos de qualidade inferior e impondo uma concorrência desleal, graças aos baixos custos que a agricultura intensiva, lesiva do ambiente e da saúde dos consumidores proporciona.
As quotas de produção constituem outro mecanismo vergonhoso, que prejudica quem trabalha e é produtivo. Há muita gente em situação de pobreza e até passando fome, mas prefere-se destruir produtos agrícolas em nome de interesses, que nada têm a ver com Portugal.

O PNR propõe-se:

• Salvaguardar o mundo rural, através da revitalização dos campos, encorajando o turismo de qualidade, as animações culturais e ajudando os jovens agricultores a conservar o gosto dos trabalhos da terra.
• Implementar uma linha de crédito bonificado para os jovens agricultores, nomeadamente para a aquisição de equipamento, e criação de escolas profissionais para estes sectores.
• Proteger a agricultura tradicional, diversificada e biológica, defendendo as explorações de média dimensão e de dimensão familiar, cujo papel económico, social e ambiental não pode ser esquecido. Para tal, deve haver uma moratória das dívidas dos pequenos agricultores, uma redução da burocracia e um apoio aos preços dos produtos agrícolas.
• Promover uma política de etiquetagem, de modo a privilegiar a qualidade à quantidade e o consumo de produtos naturais e regionais.
• Promover o desenvolvimento das culturas susceptíveis de serem utilizadas como matérias-primas industriais, bem como aquelas que mais se adequam às condições naturais do nosso país.
• Desenvolver uma política de ordenamento do território racional e credível, que permita a exploração sustentada da silvicultura, bem como a expansão desta actividade económica.
• Proteger a fertilidade dos solos, desenvolvendo medidas de combate à erosão e à desertificação.
• Assegurar a maior independência alimentar possível, tendo em conta possíveis convulsões internacionais ou catástrofes naturais e criar nichos de produção que consigam penetrar nos mercados externos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Porreiro pá


Cerca de 70% do que comemos vem do estrangeiro. A "forte e preocupante" dependência externa foi um dos temas do 3.º Colóquio Nacional de Horticultura Protegida, que decorreu na Póvoa de Varzim.

Comprovado o "falhanço da economia de mercado", os horticultores reclamam regulação e incentivos, que lhes permitam competir nos mercados estrangeiros. "Até há poucos anos, tínhamos uma auto-suficiência alimentar de 70%. Neste momento, dependemos em 70% do exterior. Se nos cortarem as importações, não temos o que comer", frisou Manuel Soares, o presidente da Associação Portuguesa de Horticultores (APH), que, com a Horpozim - Associação de Horticultores da Póvoa de Varzim, organizou o encontro, que reuniu 200 produtores, empresários e investigadores.

A APH surgiu, em 1976, numa altura em que a horticultura em estufa surgia forte no Algarve e Estremadura. Volvidos 30 anos, a União Europeia trouxe a "invasão" de produtos espanhóis. O Algarve entrou em declínio. A Estremadura estagnou. "Quase por milagre" surge o Norte, hoje com "maior potencial de crescimento, mais capacidade para inovar e muitos horticultores jovens, que garantem continuidade". Só na Póvoa, a Horpozim tem 600 sócios, todos produtores. No concelho, as estufas surgiram como forma de incrementar a produção, face à falta de espaço para cultivo.

A fechar o colóquio, um dos temas mais polémicos: a distribuição. "Quem produz é mal remunerado. Quem compra, compra caro e, no meio, há toda uma cadeia que só transporta e leva as mais-valias. "Temos que ser um só, desde o viveirista ao produtor e ao comercial. Só assim conseguiremos sobreviver", rematou o presidente da Horpozim, Carlos Alberto Lino.

FONTE