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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O grande capital nem tem Pátria


O presidente da Cooperativa Agrícola de Montemor-o-Velho (CAMV) afirma ao DIÁRIO AS BEIRAS que uma grande superfície está a preparar-se para fazer dumping com o arroz, vendendo-o a 35 cêntimos/quilo.

O grande capital nem tem Pátria e para chantagear os agricultores não tem problemas em cometer uma irregularidade pois sabe que goza de protecção e impunidade.
São mais uma vez os “benefícios” do mundialismo e da globalização que o sistema nos tenta impingir.
A globalização da economia é o processo através do qual se expande o mercado e onde as fronteiras nacionais parecem mesmo desaparecer, por vezes, nesse movimento de expansão. Trata-se da continuação do processo de internacionalização do capital, que se iniciou com a extensão do comércio de mercadorias e serviços, passou pela expansão dos empréstimos e financiamentos e, em seguida, generalizou o deslocamento do capital industrial através do desenvolvimento das multinacionais.

O mercado globalizado é um mercado desregulamentado, sobre o qual os Estados possuem cada vez menos controle. É um mercado privatizado, com tudo aquilo que implica na transferência das decisões tocantes aos sectores de primeira necessidade. Um mercado caracterizado por uma competitividade exacerbada, que é invocada para proceder a fusões, às reconfigurações de empresas.
É inegável que os preços como neste caso descem, mas as consequências são bem mais nefastas que um simples aliviar da carteira. Neste particular visam a curto prazo chantagear os produtores nacionais ou mais grave ainda e certamente o mais provável contribuir para o aniquilar da produção de arroz no nosso país a exemplo de outras “mortes”já conseguidas.
Ao contrário da doutrina propagandeada pelo sistema a globalização produz ainda mais desigualdade
Vale a pena deter-se um instante nesta questão, pois ela é como um todo e é um dos elementos difusos que, como cimento, liga as coisas. Temos que repor princípios e valores éticos como base da crítica ao processo de globalização económico-financeira, regulada pela lei selvagem do mais forte em termos de mercado e pela repressão político-militar, se necessário for, a serviço da estratégia de busca de lucros e acumulação dos grandes conglomerados multinacionais.
O importante é visualizar as várias formas em que se manifesta a desigualdade. As caras das desigualdades são o nosso problema central. A globalização só tornou mais evidente o tal nó, ao mesmo tempo em que nos mostrou o seu carácter profundamente anti-social.

A única força verdadeira e validamente opositora da globalização é a das Nações soberanas e independentes. Só o nacionalismo pode assegurar uma alternativa à pretensão de um grupo mundial e uniformizante, venha ele de Washington ou se encontre disseminado pelo mundo fora.
Quanto aos nacionalistas, esses, estão serenos e estudam a complicada situação mundial com cuidado. É que, como não são mundialistas, sabem que a resposta terá que vir de cada Povo e de cada Nação.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O Grande Capital não tem Pátria


A maioria dos 180 trabalhadores da Marcopolo, em Coimbra, que parou a laboração em Setembro, cessa hoje os vínculos com a empresa, podendo recorrer ao subsídio de desemprego.
A fábrica de carroçarias de autocarro, que integrava o grupo brasileiro Marcopolo, laborava em Eiras, tendo fechado as portas em Agosto e desmantelado depois os principais equipamentos da produção.
Os trabalhadores com menos anos de serviço cessaram os contratos em 30 de Setembro, enquanto os restantes, «que são o grosso da coluna», só hoje perdem o vínculo legal que têm à Marcopolo, confirmaram ontem fontes sindicais.
«A Marcopolo retirou da fábrica as coisas mais importantes. Foram vendidas ou transportadas para a Turquia».
É este capital apátrida que depois de nos roer a carne e os ossos ruma a novas paragens para voltar a fazer o mesmo. Para trás fica sempre desemprego, falências de outras unidades e prejuízos para a economia local. Mas é este capital que o sistema teima em ajudar, a quem dá todas as benesses e subsídios.
Para os trabalhadores da Marcopolo, toda a nossa solidariedade, com um convite para se juntarem aos nacionalistas, os únicos com coragem para combater estes vampiros de que agora foram vitimas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O grande capital não tem Pátria


As deslocalizações já começam a ser um lugar comum neste país. O grande capital depois de sugar o sangue e carne aos trabalhadores portugueses, parte para outras paragens, sedento de mais exploração, qual vampiro sanguinário.
A Nova Ordem Mundial baseia a sua lógica de exploração, na imigração e nas deslocalizações. Se a montanha não vem a Maomé, vai Maomé á montanha.
A capacidade de manobra do grande capital é tanta que muitas vezes, prefere perder o investimento de uma unidade que nem sequer abriu, face a um promissor negócio em termos de mão-de-obra noutra parte do mundo. Assim foi com a Exclabesa, consórcio Espanhol, que abriu uma fábrica em Soure, mas nem sequer chegou a iniciar a laboração, partindo imediatamente para Marrocos, onde certamente a mão-de-obra é mais barata e mais fácil de explorar.
Resta saber se à Kaye Aluminium Coimbra, foi dado algum benefício de instalação, tão comum quando se trata de capital estrangeiro.

sábado, 2 de maio de 2009

Esquerda é violência com a complacência da direita


O pano mais uma vez caiu e ficou à mostra que a violência os insultos e as agressões não devem ser ligados aos nacionalistas mas pelo contrário à esquerda.
Vital Moreira acabou por comer um pouco do veneno que destilava quando na altura do PREC e ao serviço do PCP, colaborava no mesmo tipo de actos.
É importante que se veja estes factos, como um levantar da cabeça da esquerda mais radical, que galvanizada pela inoperância da justiça e pela complacência da direita burguesa. Os factos não são isolados devemos lembrar-nos dos acontecimentos do pretérito dia 25 de Abril, onde jovens de esquerda destruíram montar e vandalizaram lojas ou dos recentes confrontos com a policia a pretexto de defenderem um criminosos estrangeiro, quem não se lembra da destruição de campos de cultivo no Algarve. A esquerda portuguesa sonha com os confrontos dos G8, treina afincadamente para isso nos seus campos de férias, visita essas manifestações que com base numa reivindicação justa são o pretexto para, para os meninos ricos frustrados e com a cabeça cheia de droga, darem azo aos seus instintos violentos, sendo normalmente as vitimas aqueles que nenhuma culpa têm no cartório e servindo para o grande capital a ordem estabelecida ter argumentos para desvirtuar a luta contra a exploração, o capitalismo selvagem, o imperialismo.
Esquerda e direita apesar das escaramuças convivem pacificamente a esquerda faz o papel sujo que à direita não convém fazer, porque no fundo colaboram para manter o sistema comum, mesmo quando a esquerda toma o poder estamos sempre perante o estádio final do capitalismo, a ditadura sobre o proletariado, a forma mais vil de exploração a que chamamos capitalismo de estado.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O ministro da agricultura "mente aos portugueses todos os dias"


O presidente da CAP-Confederação dos Agricultores Portugueses disse hoje que o ministro da agricultura "mente aos portugueses todos os dias", “o Ministério da Agricultura ainda não pagou as ajudas de 2007 ao sector”.
A CAP manifestou preocupação porque o PME Invest exclui o sector agrícola e criticou o ministério da Agricultura que diz estar completamente destruído a nível de funcionamento.

“As ajudas de 2007 ainda não foram pagas”, disse João Machado acrescentando que, por esse motivo, os agricultores portugueses estão em desigualdade em relação aos colegas comunitários.

O responsável lembrou que José Sócrates prometeu mil milhões de euros para a modernização da agricultura mas que “com este ministro não há um único contrato de investimento assinado”.

João Machado teceu fortes críticas ao governo, dizendo que “o diálogo com o Ministério não foi possível nos últimos quatro anos” e que “o Governo tem uma política anti mundo rural, contra a agricultura”.

“Existe claramente uma opção de esterilizar o mundo rural, que representa 80% do território nacional”, acrescentou.

Após o início das desastrosas políticas da União Europeia, estes são os sectores da nossa economia que mais se ressentiram.
Políticas como a PAC têm constituído a desgraça e o desespero dos nossos agricultores, constatando-se o abandono crescente dos campos, fomentado por Bruxelas, a redução da população activa neste sector, a carestia dos produtos agrícolas, mercado português inundado de produtos de qualidade inferior e impondo uma concorrência desleal, graças aos baixos custos que a agricultura intensiva, lesiva do ambiente e da saúde dos consumidores proporciona.
As quotas de produção constituem outro mecanismo vergonhoso, que prejudica quem trabalha e é produtivo. Há muita gente em situação de pobreza e até passando fome, mas prefere-se destruir produtos agrícolas em nome de interesses, que nada têm a ver com Portugal.

O PNR propõe-se:

• Salvaguardar o mundo rural, através da revitalização dos campos, encorajando o turismo de qualidade, as animações culturais e ajudando os jovens agricultores a conservar o gosto dos trabalhos da terra.
• Implementar uma linha de crédito bonificado para os jovens agricultores, nomeadamente para a aquisição de equipamento, e criação de escolas profissionais para estes sectores.
• Proteger a agricultura tradicional, diversificada e biológica, defendendo as explorações de média dimensão e de dimensão familiar, cujo papel económico, social e ambiental não pode ser esquecido. Para tal, deve haver uma moratória das dívidas dos pequenos agricultores, uma redução da burocracia e um apoio aos preços dos produtos agrícolas.
• Promover uma política de etiquetagem, de modo a privilegiar a qualidade à quantidade e o consumo de produtos naturais e regionais.
• Promover o desenvolvimento das culturas susceptíveis de serem utilizadas como matérias-primas industriais, bem como aquelas que mais se adequam às condições naturais do nosso país.
• Desenvolver uma política de ordenamento do território racional e credível, que permita a exploração sustentada da silvicultura, bem como a expansão desta actividade económica.
• Proteger a fertilidade dos solos, desenvolvendo medidas de combate à erosão e à desertificação.
• Assegurar a maior independência alimentar possível, tendo em conta possíveis convulsões internacionais ou catástrofes naturais e criar nichos de produção que consigam penetrar nos mercados externos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Multiculturalismo é uniculturalismo


Ao longo dos tempos o capital tem encontrado formas de aumentar as suas mais valias. Quer recorrendo à organização do trabalho ou à inovação tecnológica. No entanto é no recurso à mão-de-obra barata e nas formas de a perpetuar que o sistema mais esforços tem feito ou onde pelo menos mais expedientes tem sido utilizados.
A imigração é talvez o mecanismo mais utilizado pelo capital, no intuito de aumentar a oferta de mão e consequentemente fazer baixar os salários. Ao longo dos tempos a “importação” massiva de mão-de-obra tem sido a melhor arma contra as justas reivindicações dos trabalhadores. Foi assim durante a construção dos caminhos-de-ferro americanos quando o capital combateu as lutas operárias, com vagas e vagas de trabalhadores chineses e mexicanos e só assim se compreende que nos nossos tempos conquistas como a idade de reforma, ou os horários de trabalho, estejam a ser postas em causa somente porque a burguesia reinante possui nos bancos de suplentes, mais uma grande quantidade de jogadores que não hesitará em por a jogar caso a oposição às reformas assim o justifique.
Para perpetuar a sua mina de oiro o capital, com a ajuda do capitalismo de estado, não hesita mesmo em conceder a nacionalidade aos imigrantes. As justificações são das mais variadas, mas o fim é só um promover o uniculturalismo. è o dois em um do capital, por um lado obter mão de obra barata, por outro eliminar as culturas e identidades e submeter todos a cultura dominante, que não é nem mais nem menos a regida pelo imperialismo sionista americano. A breve trecho, grande parte da população mundial, perderá a diversidade cultural e étnica, mais um passo que só vai beneficiar a fabricação em massa e juntamente com as migrações ajudar no aumento das mais valias. A Nova Ordem Mundial, não dá nada a ninguém se acoberto de muito boas intenções, procura justificar a imigração, o multiculturalismo e a atribuição de nacionalidade, só o faz porque todas estas manobras são o caminho seguro para o aumento dos seus lucros.
Se as suas intenções fossem sinceras, ajudariam de facto os países do Terceiro Mundo e não colocariam no poder as suas marionetas corruptas.
A imigração é escravatura dos tempos modernos, as cartas de alforria são a atribuição de nacionalidade portuguesa, as masmorras os bairros sociais e a grilhetas são colocadas pelos empresários corruptos que os exploram.
Um dia o sistema vai cair de maduro, os primeiros sinais já se notam, nessa altura todos os homens vão poder ganhar dignamente a sua vida sem terem que abandonar o solo pátrio.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Administrador da Jammo culpa funcionários de incumprimento dos prazos das encomendas


Neste país os empresários corruptos crescem como as ervas daninhas, coma a ajuda de políticos corruptos e o fechar de olhos do sistema vigente.
Lutar contra esta onda de corrupção que só prejudica o país e povo é dever de todo o nacionalista.
Não aceitamos portanto que se culpabilizem os trabalhadores por erros de gestão ou como parece ser neste caso por gestão danosa.
Já que o sistema não os defende cabe aos trabalhadores da JAMMO, lutar por tudo aquilo a que têm direito e que verdade se diga devia terminar com a entrega da fábrica aos mesmos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

OLIVEIRA DO HOSPITAL -Trabalhadores da Jammo com salários em atraso


Os trabalhadores da Jammo - Indústria de Confecções, em Oliveira do Hospital, estão em desespero há vários meses, acumulando cinco salários em atraso.
São quase 60 os trabalhadores da Jammo, maioritariamente mulheres, que se encontram sem receber os ordenados desde Outubro.
Têm por receber parte de Outubro, o mês de Novembro, subsídio de férias e de Natal e Dezembro está quase a vencer. Ao todo são cinco salários em atraso que estão a levar os trabalhadores ao desespero total. Falamos de funcionários que recebem o ordenado mínimo, que estão em tormento há meses.
Há mais de uma semana que o administrador não aparece.
Esta doença maligna este cancro social alastra por todo o país à medida que a crise criada pelo próprio sistema cresce.
Devido à conjuntura, à má administração e à gestão danosa de muitos empresários corruptos, os trabalhadores, vão ter este ano um Natal envenenado.
Precisamos de uma nova mentalidade para o nosso país, uma nova mentalidade que à luz da experiência daquele grupo de trabalhadores, que pegaram numa fabrica quase falida e estão a fazer dela um sucesso, uma nova mentalidade que impeça as deslocalizações e as falências fraudulentas, tendo a coragem de em nome do emprego, em nome da economia nacional e do primado intocável da propriedade privada, possibilitar novas experiências no campo cooperativo empresarial, ou que em colaboração capital trabalho, sempre subordinado o primeiro ao segundo, olhe par as pequenas empresas, com os mesmo s olhos que o sistema olha hoje para o capital usurário.

sábado, 29 de novembro de 2008

Maioria dos trabalhadores da Real Cerâmica suspende contratos



A maioria dos cerca de 80 trabalhadores da fábrica Real Cerâmica, de Coimbra, vai suspender os contratos de trabalho na próxima semana, devido a atrasos no pagamento de salários.

A Lusa apurou que 74 dos cerca de 80 operários suspendem os contratos terça-feira. Os trabalhadores não podiam aguentar mais, porque não havia o compromisso, garantias de pagamento dos salários de Outubro, de Novembro e subsídio de Natal.

Instalada em Antanhol, Coimbra, a fábrica encontra-se com a laboração parada por falta de encomendas, embora, a administração da empresa tenha admitido a possibilidade de "novas encomendas em Janeiro ou Fevereiro".

Criada há 31 anos, a fábrica produz cerâmica decorativa e cerâmica de século, exportando mais de 95 por cento dos produtos.

A Lusa tentou ouvir, sem sucesso, a administração da empresa.

Há cerca de duas semanas, o administrador da Real Cerâmica, admitiu "dificuldades financeiras" e garantiu estar a tentar encontrar uma solução junto do IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento.

"Em 31 anos de vida, a empresa nunca deixou de cumprir os seus deveres", sublinhara o empresário.

Em tempos de crise tem sido manifesta a falta de apoio estatal às pequenas e medias empresas.
A ajuda vai para o grande capital sobretudo o especulativo e usurário.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mudar de Rumo


A solução para o Banco Privado Português (BPP), de João Rendeiro, poderá ontem ter sido encontrada. O Banco de Portugal (BdP) deverá assumir provisoriamente o controlo da gestão da instituição, num modelo em que também alguns bancos privados deverão participar da solução, apurou o Diário Económico. A ajuda destes últimos deverá vir não através da entrada no capital mas da cedência de liquidez.
Nunca o grande capital viveu tempos tão felizes e promissores, se a vida lhes corre bem os lucros crescem de maneira vergonhosa como podemos contactar nos últimos anos, se o negócio vai mal, o sistema com o dinheiro de todos nós une-se para os salvar.
O BPP é um banco especial, dedica-se a negócios com grandes somas de dinheiro. Se um de nós entrar neste banco com a um quantia de 50 000 ou mesmo 100000 para aplicar, provavelmente volta pelo mesmo caminho pois a quantia é insuficiente para ser cliente. O capital depositado neste banco não é produtivo, são valores que os grandes capitalistas retiram dos seus lucros e que entregam ao banco para os aumentar. Queremos dizer com isto que caso o banco fosse à falência, nenhuma fabrica iria à falência, nenhuma empresa teria problemas, nem nenhum trabalhador teria o seu emprego em risco. O único mal que dai deviria seria menos dinheiro no bolso daqueles que já muito têm.
Para continuar o nosso raciocínio lembrem-se que o governo garantiu que os nossos depósitos nos bancos estariam à partida garantidos, mas não o ofereceu nenhuma garantia no que toca a pequenos e médios investimentos que muitos portugueses fizerem, muitas vezes seduzidos pelo agressivo marketing bancário. No entanto para salvar os grandes investidores, toda a máquina do BP não parou até encontrar uma solução.
É bom que os portugueses vão vendo e se vão apercebendo, de todas as manobras de protecção que o sistema dá ao grande capital. Quando chegar as eleições vão tentar comprar o voto com promessas de justiça social, quando estiveram sentados na cadeira do poder, vão sofrer de uma súbita amnésia que só terá cura no próximo processo eleitoral.
Não acha que já é tempo de mudar de rumo.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Portugal no topo da desigualdade na distribuição do rendimento


Os números são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e contrariam o discurso político optimista que caracteriza o actual Governo: Portugal apresenta o terceiro maior índice de desigualdade na distribuição do rendimento entre os 30 países desta organização, a par com os Estados Unidos e apenas atrás do México e da Turquia.
Mas não é apenas em Portugal que a desigualdade cresce. No relatório Crescimento e Desigualdades, a OCDE afirma que o fosso entre ricos e pobres aumentou em todos os países membros nos últimos 20 anos, à excepção da França, Grécia e Espanha, e que nos últimos cinco anos se assistiu ao crescimento da pobreza e da desigualdade em dois terços dos países analisados. Canadá, Alemanha, Noruega e Estados Unidos são os mais afectados. O restante conjunto de países viu as diferenças entre ricos e pobres diminuírem, em particular a Grécia, o México e o Reino Unido, o que, de acordo com os autores do estudo, «prova que não há nada de inevitável nestas mudanças».
Portugal é o país da União Europeia onde há mais desigualdade entre ricos e pobres. Portugal é de longe o país da União Europeia onde os ricos são os mais ricos e os mais pobres são os mais pobres. As 100 maiores fortunas portuguesas representam 25% do Produto Interno Bruto e 20% mais ricos controlam 45,9% do rendimento nacional. Estes dados mostram que Portugal necessita de uma política redistributiva e de encarar de frente o problema da desigualdade. Que política distributiva? Todo o discurso político, da comunicação social e da sociedade civil é em relação ao crescimento económico e à redução do défice público. Desta forma só se abrange 80% dos mais ricos, esquecendo os 20% dos mais pobres. As estatísticas indicam que um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza. Mas a realidade da pobreza é pior. Porque pobreza não é meramente falta de dinheiro, é também falta de acesso às necessidades que conferem dignidade na vida portuguesa.
É preciso que as actualizações não sejam uniformemente percentuais, mas que aumentam mais para aqueles que ganham pouco e não tanto aqueles que ganham muito. Já era previsível, nós temos em Portugal, poucos que ganham muito e muitos que ganham muito pouco ou nada. É importante corrigir isto, porque não é justo nem moral.
São também necessárias e urgentes de apoio às zonas mais deprimidas do país e uma aposta clara na educação, que não apenas na escolaridade.
É igualmente necessário promover o empreendedorismo e uma intervenção clara no ambiente e nas condições em que muitos dos nossos concidadãos vivem, para alterar a situação de desigualdade no país.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Porreiro pá


Em seis anos, o Norte de Portugal enfrentou mais de 60 casos de reestruturação de empresas que motivaram despedimentos em massa. Dados da Eurofound sugerem a destruição de mais de 17 500 postos de trabalho, sobretudo no sector têxtil. Os autores admitem que existam mais casos
O Norte de Portugal é a segunda região europeia com mais situações de despedimento em massa. Com 60 casos, a região surge em segundo lugar num 'ranking' elaborado pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound), que analisa o período entre 2002 e 2007. Dados solicitados pelo DN aos autores do relatório revelam que as falências, reestruturações internas e deslocalizações consideradas ameaçaram, neste período, 17 556 postos de trabalho.